eu não acredito mas que existe existe...
Eu sinto-me porque sou o último grande herói dos tempos modernos passados... resquícios de um tempo que não volta... um verdadeiro moicano de uma sociedade paralela que nunca existiu... Homem/animal humanizado embrutecido pelas coisas terrenas... modelo dos homens que não voltam... poço sem fundo de virtudes e defeitos e virtudes... conjunto de fortalezas e sorrisos e vontades que se multiplicam e se propagam e convencem... eu gosto de mim... gosto daquilo que fui... não de tudo mas do que fui... o que pareço ser hoje é algo de muito complexo... não é palpável ou visível... não é transparente... nunca será... é uma sombra uma penumbra... um vulto... mas cheio... profundo... está lá tudo de mim... mas nada aplicado à realidade... assim como num limbo, num compartimento escondido, numa irrealidade impraticável... não há nada que me resgate de qualquer coisa para qualquer lado... e nós brincamos... e eu brinco... como se fosse possível que por detrás de meras linhas e escritos efémeros estivesse o verdadeiro e único e último Rei dos Homens... pudesse o mundo saber... eu não diria...

