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asimplesvidadejoaorapaz

É o João que é um rapaz que tem uma vida simples.

28
Fev13

Capacete e joelheiras

asimplesvidadejoaorapaz

o rato comeu o rabo do gato do Rei das loiças...

o elefante partiu da China com malas e bagagens entre outras coisas...

a guerra não abriu e a terra não sorriu à passagem do navio...

e os sapatos de vela e a camisa azul a indicar para onde é o Sul...

e mesmo do outro lado do mundo,

ninguém imagina nem por um segundo,

todas as perdas e ganhos,

o vazio de encantos tamanhos...

o outro no lugar do morto...

as vestes e as preces e tudo mais que não disseste...

e os gatos sem rabo fugindo do sotão...

fugindo dos ratos que já não voltam...

as meias...

as teias...

as telas...

e outra vez as pernas...

tão belas...

eternas...

ai ai...

onde vi eu este ai??

ali...

deslizar...

não posso dizer mais...

senão de quem seriam os ais???

é por desporto??

ou é por amor??

e estava calor??

um bolo e um ice tea de pacote...

tal qual Dom Quixote...

e cá estão os Moinhos...

à primeira vista...

não há quem desista...

a Serra do Louro...

ouvi dizer que há ouro...

serei eu o Mouro!?

como na lenda...

de véu...

de luz...

de pestanas...

de dor...

e ardor...

e pó...

sacar cavalinhos no destino...

troçar de tudo como menino...

não levar...

lavar o rosto...

sem mácula...

da Torre Alta...

como o outro do Drácula,

como aquela dos ossos...

e dos sonhos nada nossos...

e os ratos já tão fartos...

e os gatos, estranhamente pacatos...

e o cão...

o rosnar...

o salivar...

brinca comigo e eu mordo só a brincar...

joga comigo sem ninguém saber como parar...

o Rei quis viajar de elefante...

com rimel...

mau mas sem pau...

forte mas sem norte...

em frente mas não crente...

então e tu és isto e aquilo!?

nem mais...

é nisto que consiste e tranquilo...

os sinais...

são só cordões sem metais...

são só pessoas e animais...

são mesas redondas...

são anúncios do Pingo Doce...

e entre tantas ondas...

não há uma que fosse...

que desse...

que mordesse...

como o cão...

 que te mordiscou a mão...

 

http://www.youtube.com/watch?v=wV-pOpTftbc

 

 

 

 

 

27
Fev13

Sorrir...

asimplesvidadejoaorapaz

começar...

por sorrir...

como não...

sempre...

não sem mão...

não dormir...

sonhar...

como no sentir...

parar...

entre os elementos...

perdidos tamanhos...

entre os sentimentos...

mais e nunca estranhos...

estranhar...

tanto, e...

entranhar...

partir...

e haverá outra forma de estar??

e saberei eu conquistar...

de te ouvir...

mesmo ao longe...

que nem monge...

iludir...

suprimir...

as coisas...

de sempre...

eternamente...

ilusóriamente...

calma...

calmaria...

nem carneirinhos...

nem carneirada...

nem sininhos e alvorada...

lá está...

limão...

no alto das nossas vidas....

laranja como nas despedidas...

e queixume...

vago lume...

sombras...

serpentear entre as ondas pintadas de negro e luz...

que seduz...

que me reflecte nas vagas...

nessas mágoas tão amargas...

perder-me-ia sempre e para sempre...

outra e todas as vezes...

para não vencer...

sem medo de perder...

tanta dor e tão mais amor...

e ir...

sem saber...

mas saberás,

que a sorrir...

 

http://www.youtube.com/watch?v=92zQ3x6fAMg

 

http://www.youtube.com/watch?v=bcj6u041mDA

 

22
Fev13

Xutos

asimplesvidadejoaorapaz

Xutos não é o Tim barrigudo e pitosga, nem o Zé Pedro curado da Hepatite e todo tirado do pó, nem João Cabeleira com cinquenta anos casado com uma loiraça, nem o Kalu a tentar fazer discos a solo e preocupado com o preço da cortiça, nem muito menos as multidões e os festivais de Verão... Xutos é cantar a MÃE e outras quando isto do Portugal era apenas uma cambada de ovelhas acabadas de sair do curral...

 

http://www.youtube.com/watch?v=DsiqRsiuKPU

 

Mãe tenho ciúmes do pai

Quando se deita contigo Mãe

E te chupa as tetas

E te esborracha os seios

E se monta em ti E se vem depois.

Mãe

Mãe eu não suporto o pai

Mãe vou dar cabo do pai

Quando ele diz Mãe

Gosta de mim Mãe

Quando ele diz Mãe

Gosta de ti Mãe

Quando ele diz Mãe

Que nos ama aos dois
E depois bate sem fim
Eu vim cá para fora

Toda a gente chora

Toda a gente berra

Foste tu

Foste tu
Mãe eu já matei o pai

Mãe Foi uma morte sem dor

Agora sou só eu Mãe

Agora és só tu Mãe

Agora somos só dois

E depois, e depois

Mãe

Morreste também

Mãe

Traíste-me assim

Agora sou só eu Mãe

E procurei o fim Mãe
Eu vim cá para fora

Toda a gente chora

Toda a gente berra

Foste tu

Foste tu

22
Fev13

eu estou aqui... onde nunca me vais encontar...

asimplesvidadejoaorapaz

Tenho pensado em imensas coisas... coisas dessas algumas bem fixes para se falar sobre... outras mais minhas... eu não quero chocar, ou estar sempre na vanguarda dos dizeres ou do sentimento... eu não preciso de ser tudo a toda à hora... eu vivo cada vez mais a liberdade dos outros, de forma a ser livre também... eu dou o espaço, ou pelo menos não faço do vosso espaço o meu... ou pelo menos não em consciência... a forma mais fácil de não estar onde me querem encontrar é estar aqui só em mim, e guardar-me... a verdade vem sempre ao de cima... e quem vem por bem e por mal há-de sempre de vir também... e eu aqui... não vou atrás mais do que me permito... e se vou, volto e fico... porque o pior desgosto é o desgosto de não sermos donos de nós.. estarmos sujeitos ao sabor dos desejos dos outros... sem querer que estejam e vivam ao sabor dos meus desejos... eu fico aqui... volto a dizer que as pessoas não têm a capacidade de me iludir para além do que permito... a forma inocente e informal em corpo de Diabo não cola... e depois junta-se a vontade de comer com a fome... e eu com isso... e as formas de expiação são apenas confirmações do que desconheço... e desconheço de forma pacífica pois muito antes de deixar de ser pacífica já nem minha era sequer... pois, chega a um ponto da vida, destas vidas em particular, como a minha por exemplo pode ser exemplo, em que mais do que sofrer ou deixar de sofrer, existe o ganhar ou perder, ou sair por cima... ou não sair, ou cabisbaixo, ou apenas sem o gostinho saboroso da vitória, muito mais do que o da vingança, que esse a mim particularmente não-me sabe muitas vezes... então perante as oscultações eu serei em boa hora, não claro mas clarividente... e com isso distante... e com isso diferente... apenas noutro patamar... noutro comprimento de onda, para utilizar a expressão dos jogadores... eu não posso perder o que nunca joguei, eu não posso perder o que nunca foi meu... e o abismo da falta de sentido de posse arrasa qualquer jogador de outros campeonatos... eu não sou superior a ninguém, no sentido lato do termo, não tenho em mim o desejo ou pretensão de subjugar os outros através da minha esperteza e caprichos que daí possam advir, mas claro que sou muito superior a quem ache possível fazer de mim peão ou mesmo uma peça do mesmo tabuleiro... eu sou tão simples em mim, que em ti (neles) sou demasiado complicado para que um dia possas sequer imaginar quem sou... a resposta à pergunta "onde andará vossa excelência?" encontra-se na própria pergunta...

 

http://www.youtube.com/watch?v=VbbFiHlW0uw

 

 

19
Fev13

3 outras coisas...

asimplesvidadejoaorapaz

tem-me acontecido una cena extremamente espectacular... não sei se também já vos aconteceu... eu vou assim a andar descontraído e calho a passar por um espelho e: "uou eu sou mesmo lindo de barba por fazer (sim, no meu caso a barba faz-se e não se desfaz como com os restantes comuns mortais, se no caso deles a barba empata e eles vão-se desfazer daquele empecilho, no meu caso tudo o que seja para modificar a minha aparência é considerado arte, e a arte faz-se não se desfaz, logo eu faço a barba, é arte, é lindo, sou eu) devia andar mais vezes com a barba por fazer..." então ainda tento adiar o inevitável fazer da barba, mas então o curioso, o inaudito acontece, eu começo a fazer a barba e quando já estou a acabar... "uou mas eu ainda sou mais lindíssimo de barba feita... uou como é possível ser tão lindo..." e depois fico aí uns 10 minutos a contemplar a minha beleza e depois vou à minha vida...

 

tenho ouvido Carlos do Carmo... tem sido bom... refrescante pegar nos velhos fados e ouvi-los, profundo também... fico triste não poder vos mostrar... vos dizer... vos explicar a minha ligação ao fado e em especial ao fado de Carlos do Carmo... dos trinta e tal fados que tenho ouvido enquanto treino, destaco dois com letra de António Lobo Antunes e música de José Luís Tinoco, "Canção da Tristeza Alegre" "Mar Menor"...

 

e de Carlos do Carmo para Marcia num fininho... eu adoro "A Pele que há em mim" da Marcia em especial com o J.P. Simões... já me tinham mostrado a música muito antes de ela vir a ser conhecida do grande público, mas a nova versão... lindo... eu adoro o timbre e a interpretação do J.P. Simões e o contrabalanço que faz com a Marcia... infelizmente não sou o maior dos fans de J.P. Simões... com muita pena porque este gajo com este timbre e capacidade interpretativa pode cantar tudo... gosto dele a versão da "Inquietação" do José Mário Branco (que já escreveu várias letras para o Carlos do Carmo), mas que mesmo assim não há inquietude como a do próprio José Mário Branco... depois tive a oportunidade de ver a entrevista da Márcia ao Bairro Alto da 2 e no alto do meu pretensiosismo, achei que entendi tudo, todos os promenores, todos os sentimentos e dores e frustrações e tudo, que ela sentiu quando fez a música...ela contou a história, lembrava-se perfeitamente do dia e da hora e de onde vinha quando lhe apareceu esta canção... e eu cá dentro da minha alma eternamente apaixonada... achei lindo...

 

http://www.youtube.com/watch?v=LrNz37uc7kc

 

http://www.youtube.com/watch?v=J5SvR0ThrZs

17
Fev13

outrora vazia, outra hora vazia...

asimplesvidadejoaorapaz

luzes ao fundo...

hoje não...

nem sei...

só me move...

o que me move...

nem frio...

mas está...

nem sono...

mas há...

e em toda a distância e mais alguma...

uma que não sendo permanece...

e em todo este mar e mais algum...

um e outro vazio acontece...

é ver ao longe,

tudo o que não passa de miragem...

a saber sem saber a (in)certeza,

das coisas todas e tontas e secretas...

conhecer e enlouquecer em fortaleza,

das vidas tão cheias mas desertas...

batalhas nas planícies dos passados...

suores dos sóis de outros estados...

e cruzassemos as linhas dos horizontes...

e bebessemos as águas das nossas fontes...

podesse eu ser mais que tudo...

podesse eu viver assim...

tratar, cuidar e no fim...

olhar, sorrir para ti, despir de mim...

 

http://www.youtube.com/watch?v=7PEvW3Z8T94

 

http://www.youtube.com/watch?v=Rztt5EcsyJQ

 

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