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asimplesvidadejoaorapaz

É o João que é um rapaz que tem uma vida simples.

14
Mai22

Tarte e outra Arte

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Não sei... Nem sempre entendo... Às vezes apenas me lanço ao resgate dos pedaços das pessoas que lá moraram... Às vezes lamento-me por não prescrutar as almas dos seres difusos e sombrios perdidos no esquecimento... Por vezes... Muitas vezes esqueço-me que eu não sou todos e nem todos são definitivamente eu... Raramente questiono o que me fez assim, de que caminhos me levaram até mim... Até mesmo e até que ponto permito que as minhas mágoas existam... De tão egoístas e hedonistas raízes se cultivaram... Que mal te fiz eu para além de todo o mal que te fizeram? Que ridícula sensação de estranheza.... Será que não sabemos a que sabem os nossos beijos? As linhas dos nossos sorrisos? Os brilhos dos nossos olhares? Será que nos deixámos cair na opacidade dos tantos dias? Na translucidez das doutas consciências? Eu sei amar! Sei-me apaixonar! Não quer dizer que o faça... Ou que o procure... Não quer dizer que volte sequer a fazê-lo... Não preciso... Quer dizer, preciso mas não o preciso de o fazer para saber quem sou... E eu que tanto mudei e continuo a ser o mesmo... Afinal tudo mudou à minha volta e eu continuei a ser o mesmo... e mais... eu sei quem tu és... mesmo que já não te reconheças ao espelho eu sei quem tu és... Sei histórias só tuas que as guardei para caso um dia as precisares de as ouvir contar... Nem falo das nossas que serão apenas minhas... Tenho na memória fotos tuas de te fazer corar, umas boas de se partilhar, aquelas giras de se emoldurar.... Tenho fotos artísticas.... Não tenho vídeos! Tenho livros e filmes... Tenho até arte.... O que muda então? O que te corta? O que te parte? O que te fiz? O que te afasta? O que te arrasta para fora de mim? Que importa o que nos fizeram? Que caminhos nós seguimos ou nos escolheram? Se ainda nos sabemos existir... Se ainda nos teimamos em falar... Que sentido em desistir ou acabar!?

28
Abr22

A Falta

asimplesvidadejoaorapaz

Paralisa... Por entre pedras, portagens e outras margens... Formaliza... Por terras, paisagens e ténues miragens.... Realiza... Subtilezas, selvagens e curtas metragens... são letras... soltas... compostas... são voltas... são cartas... de ardor... são portas... fechadas pela dor... fachadas sem cor... Quem me dera... Pudera... Há dias... Mais tristes que a tristeza... Mais reais que a realeza... É (A)Mar a nostalgia... É sentir que já não volta... É lembrar e todavia... É viver a tua falta.......

Escrevi este poema ou estes pensamentos ou esta cena (aquilo que quiserem chamar) aí há uns 20 dias... Uma noite... E assim ficou nas costas de um papel do trabalho que já não fazia falta.... Mas a falta que tu me fazias estava lá... E os dias passaram e passariam como sempre... Hoje essa falta multiplicou-se por muitas... inúmeras vezes.... É só mais uma vez em que eu devendo estar aqui também devia estar aí.... E aí não estou... Provavelmente nunca mais estarei... Resta que saibas que tu estarás sempre em mim.......

07
Jan22

Os 7 Ali Bábás e os 40 Ladrões

asimplesvidadejoaorapaz

Apanha a roupa do chão... Mundanas coisas que não te falam ao coração.... Não fujas... Não saias... Veste a saia, a blusa... abotoa a ilusão... Passa pelos sinais que não vês... Destrai-te nas cores que são três... Nas travessas e ruas que nem lês... Nas paragens abruptas, nos porquês... Tira as escadas que tens no bolso... Sobe as chaves do teu lamento... pela fechadura do teu apartamento, imagens do que tens lá dentro... Mais perdida que segura... Mais sofrida na aventura... Como quem não sabe o que procura... Com candura, com ternura... Apanha o teu orgulho amarrotado do caixote... por entre os papéis de Dulcineia e Dom Quixote... >

26
Nov21

(im)perfeitas saudades

asimplesvidadejoaorapaz

Saudades e outras extravagâncias... Loucuras sãs, pesadas alegrias... Verdades e perfeitas fragrâncias... Mentiras vãs, poéticas fantasias... Perdidos de um ou de outro tempo... Paradas paisagens de outras voltas... Passados vendados num surdo lamento... Paixões e outras pontas soltas... Paixões vividas numa só... Vestidos despidos só em ti... Noites de espanto e sem dó... Tardes doces que vivi... e por mais que escreva o improvável... que diga ou cante até mais não... não há como contar o incontável... a Terra, o Mar, o Céu desta Paixão...

13
Nov21

do Fim e da Tarde

asimplesvidadejoaorapaz

Esmorecidos raios de sol do fim de tarde... Arrepio... Pelo passeio, pela calçada... Amiúde atravesso a estrada... Corrupio de gente... Pelo passeio, pela calçada... Gente perdida, gente cansada... Esmorecida pelo fim de tarde... Que nem ousa atravessar a estrada... Desconsolada... No lume das castanhas que nem arde... Na certeza de um amanhã já apagado... Avança este povo tão cansado... Arrasta-se este exército derrotado... e eu que também sou e também não... e eu que também vou mas atenção... Não há raio de sol do fim de tarde... que não me traga o teu calor ao coração...

..>

11
Nov21

Uni Versos

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Universos e outras dimensões... Na complexa dimensão do ser... Vazio de tudo para dar... Cheio de nada por conquistar... Processos e doutas convenções... Na secreta ostentação do querer... Despido de formas a formar... Perdido na imensidão do mar... Mas quem és tu de novo? No velho eu que carregas... Apenas mais um no meio do povo... Ansiando o velho cais onde não chegas... Afinal o que nos une são os versos... Afinal o que procuras já achaste... Nas outras dimensões e universos... De onde tu partiste mal chegaste... >

05
Nov21

Decor

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Sucesso... Sucessivas sucessões desconexas... Filantropia e muitas obras de arte... Movimentos paralelos, amplos e arejados... Quem parte e reparte e não têm a maior parte... Em quadros com quadrados, rebuscados, bem guardados... Certamente arejas por aí... Amplamente com sucesso e por além... Com menor ou mais amor e daí? Ninguém diga, ninguém fale quem é quem... Certamente suspiras como outrora... Que a cena não se faz de hora e de agora... Nu arder dessa paixão, pese embora... A virtude que decora quem decora... >

02
Nov21

O caminho e o percurso

asimplesvidadejoaorapaz

O caminho e o percurso... Caminhando que nem urso...  Ouso percorrer confuso... Caminhos que nem uso... Ouso percorrer e assusto... Num assomo num abuso... Ouso até um dia dizer... Não há caminhos do ser... Como um dia ao entardecer...  Me fizeste acontecer... Procuro por ti a correr...  Num lugar tão difuso... Procuro por ti sem entender... Este amor tão a desuso... Já nem sei percorrer... Amor, caminho, tão profuso...

https://youtu.be/Jqin4985J4s

18
Abr21

Lost, ou uma história de amores perdidos

asimplesvidadejoaorapaz

Num guinanço... como quem se desvia de repente de um buraco... será distração ou é um buraco dissimulado? Corações que não se partem, pessoas que arranham superfícies lisas... lusas... transparentes como aquele vidro do formigueiro... formigas que são pessoas que sobem e descem as escadas rolantes e gritam... andam  alheadas, alienadas, apartadas, perdidas... quando era eu não era assim... eram sopros... eram vidas... eram danças... mas vamos esquecer esses dias... até os passos que damos atrás têm de ser contados... 13... 207... 1982... Quem RI agora se já nem à varanda fumo? Não sei se é névoa se é encanto só sei que tudo em ti é um espanto... espanta-me! Que brilhante absurdo... as flores, os folhos e as cores... as fragrâncias, as texturas e tantos sabores... As memórias são as histórias dos nossos amores... perdidos...

 

07
Jan21

8 X 7.......

asimplesvidadejoaorapaz

é engraçado (sem graça nenhuma) como este 7 se repete vertiginosamente... espero um ano para aqui fazer a minha ode ou vénia, e no entanto parece que foi ontem... e são demasiados ontem... como o tempo passa para umas coisas e para outras nem sequer se digna a mexer quanto mais passar... 

passam os dias... passam os anos... e o 7 se renova... e a saudade permanece... as memorias se moldam... e o amor...

eu tento não voltar aos lugares comuns... às coisas que foram ditas e escritas e ouvidas e tiveram o seu lugar no tempo e no espaço... no entanto as próprias coisas também têm vida.. própria... a música que sempre nos uniu... e que me ajuda a te ter em mim...  

a Estrela da Tarde é uma história... é linda e no entanto é desgostosa... é esperançosa sem o ser... é nossa também... e agora que reaparece mais uma vez desta forma... não sendo, quase que reaparece por nós... por ti... é hora!!!

 

Foste Verão!!!

Como ansiei por ti...

te escrevi...

te sonhei...

na Primavera da vida sem saber que existias...

No Outono colhi folhas como pedaços de memória e no Inverno as substitui por pedaços de mim...

7 pedaços...

7 desejos...

7 pontos.......

7 mares...

7 lágrimas...

7 velas...

8 anos sem ti...

parabéns!!!

https://www.youtube.com/watch?v=8s61INw_n-w

 

 

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